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Em Portugal, os homens também sobrevivem menos ao cancro
Os homens não desenvolvem apenas mais cancro. Depois do diagnóstico, apresentam também uma sobrevivência inferior. Fomos perceber porquê.

Os homens não só desenvolvem mais cancro do que as mulheres. Em Portugal, apresentam também uma sobrevivência inferior depois do diagnóstico. São duas coisas diferentes, e esta parte olha para a segunda.
A resposta, mais uma vez, não é única. Parte da explicação está no tipo de tumores mais frequentes nos homens, que tendem a ter pior prognóstico. Mas essa não é toda a história. Mesmo quando se compara o mesmo tipo de cancro, a vantagem das mulheres muitas vezes mantém-se.

Alguns destes fatores são potencialmente modificáveis. E isso significa que existe margem real para melhorar os resultados.
A evidência aponta para uma combinação: um diagnóstico mais tardio, uma maior tendência para adiar a procura de cuidados, redes de apoio social mais frágeis e diferenças biológicas na resposta imunitária. Nenhum destes elementos explica tudo sozinho, mas juntos ajudam a desenhar o quadro.
Pontos-chave
- Os homens apresentam pior sobrevivência mesmo quando se compara o mesmo tipo de tumor.
- Pesam o tipo de cancro, o diagnóstico mais tardio e o menor recurso aos cuidados de saúde.
- As diferenças na resposta imunitária também contam.
- Diagnóstico precoce, menos barreiras no acesso e mais apoio são as vias com margem para mudar os resultados.
Há aqui um caso curioso que fica para depois: existe um tipo de cancro em que a tendência se inverte, e são as mulheres a apresentar pior sobrevivência do que os homens. Nem sempre a regra vale para todos.
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