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O cancro tem geografia
Os dados mais recentes mostram que o cancro em Portugal não se distribui por igual. Há padrões regionais claros, diferentes para cada tipo de tumor.

Os dados mais recentes mostram uma coisa que os mapas tornam evidente: o cancro em Portugal não se distribui de forma igual. Há padrões geográficos claros, e são diferentes conforme o tipo de tumor.
Do Norte, com maior incidência de cancro do estômago, aos centros urbanos, com mais casos de pulmão, até à exceção da Madeira, os números começam a contar histórias. E cada uma dessas histórias aponta para causas distintas: dieta, exposições ambientais, hábitos, acesso aos cuidados.

Perceber estas diferenças é essencial para prevenir melhor, diagnosticar mais cedo e tratar com mais eficácia.
Um padrão geográfico não é um destino. É uma pista. Quando sabemos onde certos cancros são mais frequentes, ganhamos a possibilidade de agir onde faz mais diferença, em vez de tratar o país como se fosse todo igual.
Pontos-chave
- O cancro em Portugal segue padrões regionais distintos para cada tumor.
- O Norte concentra mais cancro do estômago, as cidades mais cancro do pulmão.
- A Madeira surge como exceção nos dados de sobrevivência.
- Conhecer a geografia da doença ajuda a dirigir a prevenção e o diagnóstico.
Nas próximas partes exploramos o que pode estar por trás de alguns destes padrões, a começar pela maior incidência de cancro do estômago no Norte do país.
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