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Porque é que os homens têm mais diagnósticos de cancro?
Cerca de 45% dos casos de cancro nos homens estão associados a fatores de risco que se podem alterar. Ou seja, há margem para prevenir.

Os homens desenvolvem mais cancro do que as mulheres. Em Portugal, também sobrevivem menos. São duas perguntas distintas, e esta primeira parte começa pela incidência: porque é que há mais diagnósticos nos homens?
A resposta não é única. A evidência aponta para uma combinação de fatores biológicos, comportamentais e ambientais. Desde diferenças na genética e na resposta imunitária até à maior exposição ao tabaco, ao álcool e a determinados riscos ocupacionais, vários mecanismos contribuem para explicar o padrão. Nenhum, isolado, explica toda a diferença.

Estima-se que cerca de 45% dos casos de cancro nos homens estejam associados a fatores de risco modificáveis.
Esse número é importante. Parte do risco está ligada a fatores que não podemos mudar, mas quase metade dos casos aponta para hábitos e exposições sobre os quais é possível agir. É aí que a prevenção deixa de ser uma ideia abstrata e passa a ser uma escolha concreta.
Pontos-chave
- A maior incidência nos homens resulta de fatores biológicos, comportamentais e ambientais.
- Tabaco, álcool e riscos ocupacionais estão entre os mais relevantes.
- Cerca de 45% dos casos nos homens ligam-se a fatores modificáveis.
- Há margem real para prevenção, e ela começa antes de qualquer sintoma.
Fica em aberto a pergunta seguinte: se os homens já desenvolvem mais cancro, porque é que sobrevivem menos depois do diagnóstico? É o tema que exploramos a seguir.
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