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Já não é se o exercício ajuda. É quando o vamos começar a medir.
Há uma medida objetiva, o VO₂ peak, que mostra se o exercício está mesmo a funcionar em quem tem cancro. E que raramente entra na prática clínica.

A evidência científica respondeu há mais de uma década à pergunta de se o exercício deve fazer parte do cuidado oncológico. A pergunta hoje é outra: como prescrever, e como saber se está realmente a funcionar em cada pessoa.
Existe um indicador objetivo, o VO₂ peak, que mede a capacidade do organismo para captar e utilizar oxigénio durante o esforço. Mais do que um marcador de condição física, reflete a reserva fisiológica disponível para tolerar tratamentos, recuperar e manter a funcionalidade.

Os dados mostram que valores mais elevados de VO₂ peak se associam a melhores desfechos clínicos em diferentes tipos de cancro. Sabemos também que os tratamentos podem reduzir esta capacidade de forma significativa, com um impacto que pode durar anos.
O exercício é uma das poucas intervenções capazes de melhorar este indicador de forma mensurável, mesmo durante o tratamento.
Pontos-chave
- O VO₂ peak mede a reserva fisiológica para tolerar e recuperar dos tratamentos.
- Valores mais altos associam-se a melhores resultados clínicos.
- Os tratamentos oncológicos reduzem esta capacidade, às vezes durante anos.
- O exercício melhora o indicador de forma mensurável, mesmo em tratamento.
Talvez a pergunta já não seja se o exercício deve fazer parte dos cuidados oncológicos. Quantas intervenções que sabemos funcionar ficam de fora da prática apenas porque ninguém está a medir aquilo que mudam?
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