Estilo de Vida

Já não é se o exercício ajuda. É quando o vamos começar a medir.

Há uma medida objetiva, o VO₂ peak, que mostra se o exercício está mesmo a funcionar em quem tem cancro. E que raramente entra na prática clínica.

20 de Julho, 2026 2 min de leitura
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A evidência científica respondeu há mais de uma década à pergunta de se o exercício deve fazer parte do cuidado oncológico. A pergunta hoje é outra: como prescrever, e como saber se está realmente a funcionar em cada pessoa.

Existe um indicador objetivo, o VO₂ peak, que mede a capacidade do organismo para captar e utilizar oxigénio durante o esforço. Mais do que um marcador de condição física, reflete a reserva fisiológica disponível para tolerar tratamentos, recuperar e manter a funcionalidade.

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Os dados mostram que valores mais elevados de VO₂ peak se associam a melhores desfechos clínicos em diferentes tipos de cancro. Sabemos também que os tratamentos podem reduzir esta capacidade de forma significativa, com um impacto que pode durar anos.

O exercício é uma das poucas intervenções capazes de melhorar este indicador de forma mensurável, mesmo durante o tratamento.

Pontos-chave

  • O VO₂ peak mede a reserva fisiológica para tolerar e recuperar dos tratamentos.
  • Valores mais altos associam-se a melhores resultados clínicos.
  • Os tratamentos oncológicos reduzem esta capacidade, às vezes durante anos.
  • O exercício melhora o indicador de forma mensurável, mesmo em tratamento.

Talvez a pergunta já não seja se o exercício deve fazer parte dos cuidados oncológicos. Quantas intervenções que sabemos funcionar ficam de fora da prática apenas porque ninguém está a medir aquilo que mudam?

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